Já a mostra paralela “Entre o Quilombo e o Kibutz” aborda o relacionamento entre negros e judeus. Os destaques são Despertar Sion, que faz um paralelo entre as culturas rastafari e judaica, mostrando como a música e promessas messiânicas têm papel importante nesse contexto. Faz parte também desta mostra o longa A Jornada de James para Jerusalém, já exibido em SP no ano passado, que mostra um jovem escolhido numa pequena aldeia para fazer uma peregrinação até Jerusalém. Chegando lá, ele descobre que Israel não é a Terra Santa que ele e seus amigos imaginaram.
O Brasil está representado pelo documentário A Estrela Oculta do Sertão, de Elaine Eiger e Luize Valente, que aborda a cultura judaica no sertão brasileiro. Já o documentário Encontros, de Ari Mifano, foi rodado quando a escola de samba Mangueira escolheu os 10 Mandamentos como tema, abordando o inusitado encontro entre as duas culturas. Além destes, há dois curtas nacionais no festival. Caixa de Botões enfoca o complicado relacionamento entre uma mãe e uma filha que será mudado por um presente deixado pela avó. Meu Avô Borys é feito por André Barmak, que busca o passado de seu avô, um senhor de 88 anos.
O Festival acontece até o dia 14, quando será encerrado com a produção argentina 18-J. O filme é uma homenagem às vítimas do atentado de 18 de julho de 1994, à Asociación Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires, que foi uma espécie de prenúncio ao 11 de Setembro. O filme é composto de 10 curtas dirigidos por 10 cineastas, entre eles Daniel Burman, que vem ao Brasil para o evento.
Serviço: CineSesc - Rua Augusta, 2.075 Tel.: (11) 3064-1668 - A Hebraica - R. Hungria, 1.000 Tel.: (11) 3818-8800 - MIS Avenida Europa, 158 Tel.: (11) 3062-9197 - Museu Afro-Brasil - Pq. do Ibirapuera, portão 10 Tel.: (11) 5579-6099 - Centro de Cultura Judaica - Rua Oscar Freire, 2.500 Tel.: (11) 3065-4333 Quanto: R$ 6 (grátis p/ vídeo e Museu Afro; 1 kg de alimento no Centro de Cultura Judaica)
