Os perigos de Meryl Streep
Que Meryl Streep é grande, superlativa, não há dúvidas. Ela é uma das maiores atrizes da atualidade. E não precisa provar nada a ninguém – e isso pouco tem a ver também com as quase duas dezenas de indicações ao Oscar e as duas estatuetas, rumando à terceira. Sua capacidade de se transfigurar em outra pessoa chega a ser atormentadora. Como essa mulher consegue? Agora ela É Margarteth Thatcher. Para o bem e para o mal, Meryl faz a Dama de Ferro no cinema.

O palhaço – Mais livre, leve e solto do que em sua estreia na direção, Feliz Natal, Selton Mello faz uma ode à simplicidade, narrativa, de personagens, e visão de mundo. É um filme que se comunica, que consegue agradar a gregos e troianos. É alegre, ao final, mas antes disso mostra que há um caminho cheio de conquistas, derrotas e voltas por cima.
No CinePE, que já virou Cine Pelé, a passagem do jogador causou o devido alvoroço. Na noite de ontem, durante a homenagem, tudo foi até tranquilo, mas na manhã de hoje, na coletiva, foi um alvoroço digno da figura do rei. Câmaras de televisão formaram um paredão que impedia até a primeira fileira de ver algo. Os jornalistas e fãs do jogador se espalharam pelas laterais para tentar ver alguma coisa.
O romancista francês Georges Bernanos (1888-1948) é mais conhecido pelas adaptações literárias de suas obras. “Diário de um Pároco de Aldeia” (1951) e “Mouchette, A Virgem Possuída” (1967) – ambos de Robert Bresson – e “Sob o Sol de Satã” (1987), de Maurice Piallat, que rendeu à França uma das Palmas de Ouro mais polêmicas do Festival de Cannes. Longe das livrarias brasileiras e raros nos sebos, os livros do escritor, que morou em Barbacena (MG), ganham novas edições publicadas pela É Realizações, que pretende relançar toda a obra.
a literatura de língua portuguesa contemporânea, Tavares ocupa um lugar especial. Suas séries de livros são densas e estimulantes, e os títulos, enganadores. “Jerusalém”, seu livro mais conhecido e premiado, não é sobre a cidade, nem sobre um lugar, mas sobre um estado de espírito. O título vem de um salmo bíblico: “Se eu te esquecer, Jerusalém, que paralise a minha destra. Colada fique a minha língua ao céu da boca se eu não te recordar, e se eu não erguer Jerusalém acima de minha alegria”. Em “Uma viagem À Índia”, ele não faz por menos.