2011 em 20 (e tantos) filmes
Estrangeiros

A ávore da vida – A espera valeu a pena. Em sua meditação sobre a vida, a morte e o começo de tudo, Terrence Malick fez um filme tocante e, ao mesmo tempo, reflexivo sobre de onde viemos e para onde vamos. Tudo isso ao som da bela trilha de Alexander Desplat – além de clássicos como Berlioz, Preisner, entre outros.
Um sonho de amor – Tilda Swinton como uma imigrante russa na Itália? Sim, e ela brilha num filme sobre acertos e erros, decisões e consequências, amor e fuga. Seria o melhor do ano se o mestre Malick não tivesse lançado sua obra-prima.
Tio Boonmee que pode recordar suas vidas passadas – O nome continua quase impronunciável: Apichatpong Weerasetakul - mas seu cinema está cada vez mais sublime, mais acessível e bonito.
Cópia Fiel – Qual o valor da obra real? Qual o limite entre a encenação e a realidade? Especialmente numa época em que as televisões primam por uma suposta realidade transformada em show. Kiarostami filma fora do seu Irã e mostra como sua arte é universal.
Melancolia – O mundo está por um fio e só há uma pessoa que pode nos salvar: Lars von Trier. Ah, vá! O mundo vai acabar mesmo porque ele não vai fazer nada para impedir. Que bom que, ao menos, é ao som de Wagner.
Margin Call – O dia antes do fim – Não sabe como aplicar o seu dinheiro? Não se preocupe, os investidores também. Mas eles sabem muito bem como salvar suas próprias fortunas. É um apocalipse financeiro, muito bem captado pelo diretor estreante J.C. Chandor.
Tudo pelo poder – Ah, esse políticos e seus assessores. Ninguém sai impune ou inocente de uma campanha. É preciso vender a alma para sobreviver. Se é para Deus ou o diabo só o tempo vai dizer.
Poesia – O título já dá conta do que é essa pequena joia do cinema coreano. Numa interpretação sutil de uma grande atriz.
Um lugar qualquer – Sofia Coppola volta à sua zona de conforto nesse filme premiado em Veneza. Contando uma história que parece conhecer muito bem, numa escala intimista, a diretora norte-americana faz um filme sobre o sucesso, ou melhor, sobre o abandono da segurança e do conforto – e do vazio- sobre pessoas que se atiram no mundo em busca de algo que lhes faça completo.
Namorados para sempre – Longe de ser uma daquelas tirinhas do casalzinho de “Amar é...”, esse é um dos filmes mais dolorosos do ano. Amar é sofrer, não amar é sofrer mais. Um sofrimento que merece músicas do Grizzly Bear para aumentar o sentimento de tristeza.
O palhaço – Mais livre, leve e solto do que em sua estreia na direção, Feliz Natal, Selton Mello faz uma ode à simplicidade, narrativa, de personagens, e visão de mundo. É um filme que se comunica, que consegue agradar a gregos e troianos. É alegre, ao final, mas antes disso mostra que há um caminho cheio de conquistas, derrotas e voltas por cima.

No CinePE, que já virou Cine Pelé, a passagem do jogador causou o devido alvoroço. Na noite de ontem, durante a homenagem, tudo foi até tranquilo, mas na manhã de hoje, na coletiva, foi um alvoroço digno da figura do rei. Câmaras de televisão formaram um paredão que impedia até a primeira fileira de ver algo. Os jornalistas e fãs do jogador se espalharam pelas laterais para tentar ver alguma coisa.
O romancista francês Georges Bernanos (1888-1948) é mais conhecido pelas adaptações literárias de suas obras. “Diário de um Pároco de Aldeia” (1951) e “Mouchette, A Virgem Possuída” (1967) – ambos de Robert Bresson – e “Sob o Sol de Satã” (1987), de Maurice Piallat, que rendeu à França uma das Palmas de Ouro mais polêmicas do Festival de Cannes. Longe das livrarias brasileiras e raros nos sebos, os livros do escritor, que morou em Barbacena (MG), ganham novas edições publicadas pela É Realizações, que pretende relançar toda a obra.
a literatura de língua portuguesa contemporânea, Tavares ocupa um lugar especial. Suas séries de livros são densas e estimulantes, e os títulos, enganadores. “Jerusalém”, seu livro mais conhecido e premiado, não é sobre a cidade, nem sobre um lugar, mas sobre um estado de espírito. O título vem de um salmo bíblico: “Se eu te esquecer, Jerusalém, que paralise a minha destra. Colada fique a minha língua ao céu da boca se eu não te recordar, e se eu não erguer Jerusalém acima de minha alegria”. Em “Uma viagem À Índia”, ele não faz por menos.
