A crônica nostálgica de uma revista, sonhos e famílias revisitadas
- Por Alysson Oliveira e Neusa Barbosa
- 26/10/2021
- Tempo de leitura 18 minutos
Um elenco estelar e um enorme apuro técnico marcam o aguardado A Crônica Francesa, de Wes Anderson, que revela a delicadeza de uma série de histórias em torno de uma revista norte-americana feita na França. Sol, novo trabalho da diretora Jô Politi (codiretora do documentário Alvorada), desvenda as relações entre um pai (Everaldo Pontes) e um filho (Rômulo Braga). Os filmes de dois estreantes estão na programação: A Felicidade das Coisas, da premiada curtametragista Thaís Fujinaga, e A Salamandra, de Alex Carvalho, que tem no elenco a atriz francesa Marina Foïs.
A Crônica Francesa
Em seu décimo filme, o diretor Wes Anderson mais uma vez dá o seu melhor, entregando um mundo belamente artificial. Não se pode culpar Anderson por querer fazer um outro mundo diferente deste. Mas seu artificialismo contido guarda conexões suficientes com o mundo real para ser reconhecido e ter ressonância emocional, vibrando notas de nostalgia, ternura, uma vaga melancolia e um sutil senso de humor.
A revista no centro da história de A Crônica Francesa não existe, mas poderia ter existido. Afinal, são notórias suas semelhanças com a The New Yorker. Mas, da maneira como constrói sua história, Anderson assume a liberdade de colher suas referências, embaralhando-as, recriando-as, passando-lhes pintura e perfume ao seu bel-prazer. Estamos no território da fantasia e da ficção e assim permanecemos. Qualquer semelhança com a realidade, porém, não será mera coincidência.
A cidade que serviu como locação ao filme existe - é Angoulême, no sudoeste da França. Muitas das cenas exteriores foram filmadas lá mesmo, em suas ruas estreitas, de pedra, suas fachadas uniformes e antigas, capazes de abrigar uma história que se situa por volta de 1975 mas viaja a décadas anteriores nos três segmentos que a conduzem.
Na ficção, a cidadezinha-sede da revista The French Dispatch, que nasceu como suplemento de um jornal do Kansas, chama-se Ennui-sur-Blasé, um nome em si mesmo revelador do humor sutil de Anderson. Três jornalistas escreverão histórias que foram publicadas na revista, num filme ao qual não faltam sons antigos, como de máquinas de escrever.
As três histórias em parte se intercalam. Numa delas, a jornalista J.K.L. Berensen (Tilda Swinton), narra o enredo que une um pintor assassino e internado num hospício (Benicio del Toro) cujas obras, inspiradas numa guarda que é sua musa (Léa Seydoux), são disputadas por uma família de marchands (Adrien Brody, Bob Balaban e Harry Winkler). Em outra, a repórter veterana Lucinda Krementz (Frances McDormand) acompanha uma rebelião estudantil à la 1968, envolvendo-se com um de seus líderes, o estudante Zeffirelli (Timothée Chalamet). Outra ainda retrata a aventura de um crítico gastronômico, Roebuck Wright (Jeffrey Wright), ao comparecer a um jantar convocado pelo inspetor de polícia (Mathieu Amalric), que tem seu próprio chef. Unindo toda essa trupe, está o editor da revista, Arthur Howitzer Jr. (Bill Murray), uma peculiar mistura de tolerância, exigência e cinismo.
Há tantos detalhes e referências pontuando estas histórias que não há como captar todas - e nem é preciso ou prejudica a fruição do filme. Muito melhor é desfrutar de como Anderson se permite luxos, como passar da cor ao preto-e-branco, do inglês ao francês, da live action à animação, sem nenhuma preocupação em fornecer explicações ou mapas para decifrar suas intenções. Mesmo as épocas de seus figurinos e cenários são um tanto fluidas, numa mescla que imita a maneira como as lembranças se fundem em nossa memória, sem fronteiras ou exatidão.
O espírito da obra de Anderson é a sua peculiar mistura de nostalgia e ironia. A idealização que ele faz é mais visual do que, digamos, espiritual. O diretor cultua esses seus almanaques cinematográficos mas não os canoniza. Se aqui ele pode estar celebrando um velho jornalismo heroico, de revistas intelectuais hoje desaparecidas ou em vias de extinção, isso tem um ar retrô, como se existisse além do tempo e assim pudesse caber no álbum de retratos que cada um quiser compor. Um universo altamente literário, intelectualizado, mas sem nunca dispensar um toque de afeto por esses personagens todos, vagamente bizarros mas todos humanos.
(Neusa Barbosa)
(Neusa Barbosa)
Disponível exclusivamente em cinemas:
Cinesala
-
28/10/21 - 20:00
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28/10/21 - 20:00
Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2 -
29/10/21 - 14:00
29/10/21 - 14:00
A Felicidade das Coisas
Premiada diretora de curtas, como L e Os irmãos Mai, Thais Fujinaga estreia na direção de longas com A Felicidade das Coisas, que tem sua première nacional na Mostra. O filme foi exibido no Festival de Roterdã, em junho passado, mas só em São Paulo a cineasta pode acompanhar as sessões. “Claro que ter o filme entre os doze escolhidos para essa edição especial nos alegrou muito, mas a minha sensação é que a nossa estreia foi na Mostra de São Paulo, que foi quando eu vi o filme projetado com a equipe, o elenco e o público pela primeira vez”, conta em entrevista ao Cineweb.
Fujinaga, que também assina o roteiro, partiu da vontade que sempre teve de filmar em Caraguatatuba (litoral de São Paulo), no bairro Morro do Algodão, onde passou vários verões até o fim da adolescência. No longa, a protagonista, Paula (Patricia Saravy), está grávida do terceiro filho e passa uma temporada na casa de praia com os filhos pequenos (Messias Gois e Lavínia Castelari) e a mãe (Magali Biff). O sonho dela é instalar uma piscina na casa, mas o dinheiro curto dificulta cada vez mais o fim da obra e o mundo parece desabar em suas costas.
A diretora admite que as filmagens de seu primeiro longa foram muito desafiadoras pois, além de rodar na praia, A felicidade das coisas conta com um número considerável de figurantes e cenas noturnas. “Mas talvez o momento de maior crise durante as filmagens tenha sido quando a piscina cenográfica começou a rachar. A piscina sempre foi um ponto de muita tensão, porque a gente sabia do risco dela não suportar a pressão da água quando estivesse cheia de água. A equipe de produção e arte encomendou uma piscina com paredes reforçadas e as assistentes de direção fizerem o plano de filmagem pensando em deixar a piscina cheia o mínimo de tempo possível.” Mesmo assim, ainda enfrentaram problemas com a piscina e tiveram de achar outra solução.
A escolha do elenco levou cerca de dois meses. Para o elenco de apoio, Fujinaga queria trabalhar com moradores e moradoras de Caraguatatuba. “Precisei estar presente durante a pesquisa e o casting. Foi muito cansativo ir às escolas para achar os adolescentes, achar os centros de pesca para conversar com os pescadores locais. Tive o apoio da Alice Wolfeson, que fez o casting do filme, mas mesmo assim precisei me envolver muito nesse trabalho, a ponto de não ter conseguido me dedicar tanto à decupagem do roteiro, por exemplo. Mas acho que valeu muito a pena”.
Crianças e pré-adolescentes são uma constante nos curtas da diretora, por isso não é surpresa que também estejam em seu primeiro longa. “Acredito que se a gente encontra os não atores que já trazem algo da essência da personagem, já é meio caminho andado pro resultado ficar bom. Mas fora isso, os ensaios foram super-importantes para desenhar a família. A atriz e preparadora Thais Medeiros preparou o Messias e a Lavínia, passou a história toda com eles sem mostrar o roteiro. Eu me concentrei nas adultas e, num certo ponto dos ensaios, juntamos todo mundo.”
A cineasta, que começou a fazer curtas em 2009, conta que sentiu uma transformação no país ao longo dos últimos anos e isso está refletido no filme. “Meus primeiros passos no cinema foram dados durante os governos do Lula. Isso quer dizer que eu comecei a me entender no mundo como uma agente, e não somente uma espectadora, entre os anos de 2007 e 2011. Acho que não somente eu, mas muitas pessoas da minha geração e do meu convívio começaram a sentir que as portas estavam se abrindo pra gente. E não só isso, a gente sentia orgulho dos caminhos do país de forma geral, por mais que ainda tivesse muito chão e muita coisa pra melhorar. Quando a Dilma foi tirada da presidência através do golpe de 2016, todo esse otimismo foi golpeado também. Nossa felicidade, individual e coletiva, teria que ser adiada”
Para ela, A felicidade das coisas tem “um sabor de um ‘quase lá’. Compramos nossa casinha na praia com um dinheiro suado, mas ainda faltava alguma coisa, uma piscina (sempre falta, né?)... Eu consegui fazer meu primeiro longa, mas não consigo viver de cinema como sempre sonhei. Vivo de audiovisual porque escrevo séries, mas não vivo do meu trabalho em cinema.”
“Lembro que muitos críticos do PT diziam que seus governos formaram consumidores e não cidadãos. Eu acho esse um pensamento extremamente elitista. Todos nós somos consumidores/consumistas, vivemos em um sistema que estimula ao consumo e estamos sempre querendo coisas mais ou menos necessárias. Paula querer uma piscina é legítimo do ponto de vista da sua subjetividade. Ela não é mais ou menos feliz por querer uma piscina para si e para sua família. Quando ela, seus filhos e sua mãe entram na piscina, a felicidade que sentem ali não é fútil. É felicidade plena, mas é pontual e fugaz. Porque depois os problemas vão continuar rondando... a falta de dinheiro, o marido ausente, as dificuldades das relações íntimas etc. Mas esses problemas continuariam ali a despeito do projeto da piscina ter dado certo ou não”, conclui. (Alysson Oliveira)
Disponível na plataforma Mostra Play
Sol
Em seu segundo longa de ficção, a roteirista e diretora Lô Politi volta ao tema do abandono, algo que já estava presente em sua de estreia, Jonas (2016). Novamente, ao centro, personagens masculinos fortes. “Sempre tive fascínio pela maneira como os homens lidam com seus conflitos internos e como isso se reflete na relação com as mulheres. No primeiro filme, me propunha a revirar as entranhas emocionais de um adolescente, sua dificuldade de lidar com o desejo, um menino que ilusionava o amor. Agora, escrevo sobre um homem de 35 anos e as mesmas dificuldades de lidar com suas camadas emocionais mais profundas, sufocando o conflito interno até que ele seja tão grande que se torna explosivo”, diz em entrevista ao Cineweb.
Entre as duas ficções, Politi codirigiu o documentário Alvorada, com Anna Muylaert, sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016. Ela comenta que este foi um filme de urgência. “Era um momento específico, contundente, em que sentimos a necessidade de retratar do ponto de vista da mulher que estava sendo atacada. Ninguém estava documentando esse lado. Foi, também pra mim, uma exceção. Gosto muito de documentários, creio que virei a fazer outros, mas seguramente meu caminho é o da ficção.” Mesmo assim, a cineasta admite que trabalhar com o gênero trouxe um ganho para sua ficção. “Tem uma coisa que a experiência com documentário potencializa demais e é muito útil na ficção: estar atenta ao não-programado, ao acaso. Eu preparo muito muito os filmes que faço antes de ir pro set. Mas, cada vez mais, exercito a atenção ao que o set nos dá, intuitivamente.”
Sol, que faz sua estreia mundial na Mostra, tem como protagonista Theo (Rômulo Braga), um homem que precisa acertar as contas com seu passado, na figura de seu pai Theodoro (Everaldo Pontes), que está doente num hospital. Isso obriga-o a viajar com sua filha pré-adolescente (Malu Landim), de Salvador ao interior da Bahia. Chegando lá, descobre que o pai se recuperou e, por conta de um despejo, será obrigado a levá-lo consigo para a capital. Nessa viagem, avô e neta se descobrem e seus laços se estreitam.
A diretora explica que pode preparar o filme com antecedência, o que já ajudou bastante na hora de rodar as cenas. “Rômulo e Everaldo são atores muito experientes e muito distintos. Rômulo é introspectivo, silencioso.
Everaldo é pura emoção. Foi um encontro muito lindo e complementar entre eles. Já Malu é uma criança falante, animada, muito inteligente e sensível.
Eles encontraram uma dinâmica ‘familiar’ entre eles, daquela família do filme, com tudo o que isso representa, tanto na intimidade, quanto nas dificuldades. Foi lindo de ver.”
Everaldo é pura emoção. Foi um encontro muito lindo e complementar entre eles. Já Malu é uma criança falante, animada, muito inteligente e sensível.
Eles encontraram uma dinâmica ‘familiar’ entre eles, daquela família do filme, com tudo o que isso representa, tanto na intimidade, quanto nas dificuldades. Foi lindo de ver.”
A pré-filmagem também incluiu o trabalho com Amanda Gabriel, preparadora de elenco de filmes como Bacurau. Politi e o diretor de fotografia Breno Cesar participaram desse momento, o que, para a diretora, trouxe mais segurança. “Como eram apenas três atores que estavam juntos o tempo todo, eu e Breno resolvemos meio que ‘fazer parte’ do elenco. Eu muitas vezes me sentia dirigindo o filme ‘de dentro’ da cena, como se fosse mais um elemento dela. A câmera também cumpriu esse mesmo papel, estava sempre integrada com o elenco, era parte dele.”
Sol é uma produção paulista, mas totalmente rodada em locações na Bahia. A diretora conta que isso permitiu um mergulho maior no filme. “É maravilhoso. Eu adoro. Quando estamos fora da nossa cidade, o mergulho é muito maior. Especialmente nas filmagens com a trupe toda em viagem, dormindo no mesmo hotel, convivendo intensamente. Esse processo de preparação e filmagem talvez tenha sido o processo criativo e emocional mais intenso que já tenha vivido com meu trabalho.” (Alysson Oliveira)
Disponível exclusivamente nos cinemas:
Espaço Itaú de Cinema - Augusta sala 1
27/10/21 - 20:30
27/10/21 - 20:30
Espaço Itaú de Cinema - Augusta sala 3
28/10/21 - 14:00
28/10/21 - 14:00
Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 5
30/10/21 - 13:30
30/10/21 - 13:30
A Salamandra
“Como imigrante, penso muito em identidade. Tinha vontade de retratar um estrangeiro em busca de um lugar que na realidade não existe”, diz Alex Carvalho, diretor de A Salamandra, que faz sua estreia nacional na 45a Mostra. Nascido em Recife, o diretor já morou em Luanda e agora se estabeleceu em Londres. O filme parte de um premiado romance do francês Jean-Christophe Rufin, que foi adido cultural da França e viveu em Recife. A protagonista é uma francesa (Marina Foïs, de Polissia e Um Banho de Vida) que vem passar uma temporada no Brasil, depois de uma decepção amorosa, e acaba se envolvendo com um rapaz mais jovem (Maicon Rodrigues).
“Vi no romance do Rufin uma oportunidade de investigar a situação de europeus no Brasil por uma perspectiva invertida, e considerar os dois lados da história de maneira mais equilibrada”, explica Carvalho, um curtametragista estreando na direção de longas. “Sem uma formação formal em cinema, sempre explorei o meio muito livremente. Comecei a trabalhar com vídeo muito cedo, antes mesmo de concluir minha graduação em comunicação visual. Sempre fui fascinado por construções narrativas na edição de imagens, meus curtas foram experiências rítmicas. No longa-metragem, esse trabalho termina ganhando outra dimensão. A montagem se torna essencialmente um exercício complexo de fluidez e respostas emocionais. O processo de edição foi fundamental para a criação de uma narrativa que priorizasse a sensação sobre a informação. A sensibilidade da montadora, Joana Collier, trouxe esse espaço e fluidez para a narrativa do filme.”
Carvalho conta que foi inusitado seu primeiro contato com o romance de Rufin, publicado originalmente em 2005. “Um amigo francês me deu o livro de presente ao retornar de uma visita ao Recife. Fiquei muito curioso. Como não falo francês, pedi que traduzisse a história e fizemos um acordo de que ele leria o livro em voz alta, traduzindo o texto simultaneamente. A história me remeteu de maneira brutal às minhas raízes - a sonoridade da adolescência entre o mar e a realidade urbana do Recife.”
A experiência do diretor, vivendo em outros países, foi central na construção do olhar do filme. “Meu processo criativo é muito empírico e espontâneo, adjetivos bastante associados aos brasileiros vivendo no exterior. Apesar de meu interesse na cultura colonialista, não entendo as nuances da língua francesa. Já no inicio da adaptação, identifiquei que teria apenas minhas experiências pessoais na bagagem. Quando saí de Recife, morei em Luanda antes de me radicar definitivamente no Reino Unido. Convivi com muitos expatriados e viajantes em ambos os continentes. Essa vivência entre colônias e império me ajudou a questionar certos preconceitos e atitudes que trazia comigo do Brasil. Esses conflitos e a busca por uma identidade foram ferramentas fundamentais no trabalho de adaptação. Não tinha como evitar o olhar de um brasileiro privilegiado, mas gostaria de aplicar um pouco do que aprendi como imigrante, que sofre muito para se encaixar na realidade do europeu.”
Carvalho conheceu Marina Foïs por meio do produtor de elenco francês, Nicolas Ronchi, e ficou impressionado com ela, com sua energia, e, em especial, quando a atriz confessou que o livro de Rufin está entre seus favoritos. “A Marina é muito criativa, uma verdadeira escola de dramaturgia, e adicionou muito para a Catherine. Não ensaiamos, conversávamos antes de filmar fazendo ajustes no tom das cenas juntos. A sua entrega chegou a comover a equipe no set.”
“O desejo de trabalhar com artistas com um sotaque local virou um problema na escolha do protagonista. Havia uma pressão enorme para que o Gilberto fosse pernambucano. Inicialmente, o Gil seria interpretado por Jesuíta Barbosa, mas o longo processo de financiamento nos obrigou a trazer outro ator para o personagem. A equipe fez uma vasta pesquisa entre atores e não-atores, com entrevistas em todo o Brasil. Esse processo foi crucial, pois tive a chance de conversar com dezenas de jovens brasileiros sobre o personagem. Fiquei emocionado ao ver os olhos do Maicon no teste. Ali não tive dúvidas que, mesmo não sendo local, ele seria o Gil que havia imaginado na primeira leitura do livro. Tenho muito orgulho dessa escolha, a atuação de Maicon é de uma potência que chama muita atenção. Os críticos e o público europeu o elogiaram muito, ouvi mais de uma vez que é uma grande descoberta para o cinema internacional”, comenta o diretor. (Alysson Oliveira)
Disponível exclusivamente nos cinemas:
Espaço Itaú de Cinema - Augusta Sala 3 - 27/10/21 - 14:00
Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 4 -
01/11/21 - 16:20
01/11/21 - 16:20
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