46ª Mostra aposta no calor das sessões presenciais
- Por Alysson Oliveira e Neusa Barbosa
- 18/10/2022
- Tempo de leitura 4 minutos

A 46a edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo volta a ser um evento primariamente presencial em 2022. Sem contar mais com uma plataforma exclusiva, a Mostra manterá sessões online em parceria com a Spcine Play e o Sesc Digital, mas a maior parte da programação será mesmo exibida em cinemas. Voltam também as exibições em Realidade Virtual, estas na Cinemateca Brasileira, Sesc 24 de Maio e diversos CEUS de São Paulo, além das tradicionais sessões ao ar livre, no Vão Livre do MASP.
Mais enxuta – com cerca de 220 filmes - e com menos patrocinadores, a Mostra ainda conseguiu o grande feito de trazer para esta edição longas premiados nos principais festivais do mundo. De Cannes, a Mostra traz Triângulo da Tristeza, de Ruben Östlund, ganhador da Palma de Ouro, que abrirá o evento na Cinemateca Brasileira nesta quarta (19/10), em sessão para convidados. Depois, o filme será exibido para o público ao longo da programação.

Do mesmo festival francês, também vieram Boy from Heaven, de Tarik Saleh, ganhador do prêmio de roteiro; As oito montanhas (foto ao lado), de Felix Van Groeningen e Charlotte Vandermeersch, que levou o Grande Prêmio do Júri; Os irmãos de Leila, de Saeed Roustaee, vencedor do prêmio da Crítica Internacional; Joyland, de Saim Sadiq, vencedor da Palma Queer; A esposa de Tchaikovsky, de Kiril Serebrennikov; Armageddon Time, de James Gray; entre outros.
De Berlim, vem o espanhol Alcarrás, de Carla Simón (Urso de Ouro), Com amor e fúria, de Claire Denis (Direção), Um pedaço do céu, de Michael Koch (Menção especial), Manto de Joias, de Natalia Lopez (Prêmio do Júri), O Filme da Escritora, de Hong Sang-soo (Grande Prêmio do Júri), Sonne, de Kurdwin Ayub, (prêmio de melhor ficção de estreante); e o brasileiro Fogaréu, de Flávia Neves, premiado na seção Panorama do festival alemão.

Da seleção do Festival de Veneza, a Mostra apresenta Sem Ursos (foto ao lado), de Jafar Panahi, que ganhou o Prêmio Especial do Júri; o documentário Marcha sobre Roma, de Mark Cousins, que abriu a seção Giornate degli Autori; e também Vera, de Tizza Covi e Rainer Frimmel vencedor dos prêmios de melhor direção e de melhor atriz para Vera Gemma na seção Horizontes. De San Sebastián, será exibido Los Reyes do Mundo, de Laura Mora, ganhador do principal prêmio; Benção, de Terence Davies, ganhador do prêmio de melhor roteiro; e Quem os impede, de Jonás Trueba, vencedor do prêmio da crítica e de melhor atuação para o elenco, e de Melhor Atriz para Candela Recio no Festival de Mar del Plata.

O Brasil se destaca com premiados também. Regra 34, de Julia Murat, venceu o principal prêmio no Festival de Locarno, enquanto Paloma, de Marcelo Gomes, levou três troféus no Festival do Rio, entre eles, melhor filme. Também premiados no evento carioca e presentes na Mostra: o documentário Exu e o universo, de Thiago Zanato; Carvão, de Carolina Marcowicz; e Propriedade, de Daniel Bandeira. Também estão na seleção, Noites Alienígenas, de Sérgio Carvalho, e A Mãe, de Christiano Burlan (foto ao lado), ambos premiados em Gramado, e A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes, premiado no Cine Ceará. Entre inéditos e homenagens, serão exibidos na 46a Mostra mais de 70 longas brasileiros, entre produções nacionais e coproduções.

Mas nem só de premiados em grandes festivais é feita a programação. Diretores e diretoras de peso apresentam seus novos trabalhos: Bardo – Falsa Crônica de Algumas Verdades, de Alejandro González Iñarritu, (foto ao lado)
Nada de Novo no Front, de Edward Berger, Conto de Fadas, de Alexander Sokurov, Pacifiction, de Albert Serra, One Fine Morning, de Mia Hansen Løve, Os Anos Super 8, de David Ernaux-Briot e Arnnie Earnaux (ganhadora do Nobel em Literatura de 2022), e as séries The Kingdom Exodus, de Lars Von Trier (dois episódios) e Noite Exterior, de Marco Bellocchio.
Já o segmento Olhares sobre a Amazônia traz cinco filmes ligados pelo mesmo tema: Amazonas, a nova Minamata?, documentário inédito de Jorge Bodanzky, que desde 1976 realiza filmes urgentes sobre a região, Pisar Suavemente na Terra, coprodução Brasil e EUA, de Marcos Colón; Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho; À Margem do Ouro, de Sandro Kakabadze; e Uyrá – A Retomada da Floresta, de Juliana Curi.
A Mostra acontece até 02 de novembro. Mais informações, além da programação completa, no site: mostra.org
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