25/06/2026

Itaú Cultural Play celebra cinco anos com clássicos e contemporâneos

S. Bernardo, de Leon Hirszman, disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play (Crédito: Divulgação)

Filmes de Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Luiz Sergio Person, Luiz Bolognesi, Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, Adirley Queirós e Joana Pimenta, Marina Thomé, Pedro Serrano e Dênia Cruz, compõem as nove novas produções que a Itaú Cultural Play (IC Play), plataforma de streaming gratuita dedicada ao cinema brasileiro, recebe amanhã (26). Entre clássicos restaurados, documentários musicais e obras contemporâneas premiadas, a seleção reúne títulos que dialogam com a história do cinema nacional e com a diversidade temática e estética da produção recente.

Esta seleção também entra na celebração do mês de aniversário de cinco anos da plataforma, cumpridos no dia 19, Dia do Cinema Brasileiro. Neste período, a Itaú Cultural Play já disponibilizou 1.863 produções e mantém atualmente um catálogo com 559 títulos. A plataforma também ampliou sua rede de parcerias, somando 29 festivais de cinema e alcançando produções de todos os estados brasileiros. Atualmente, a IC Play oferece ao público 21 mostras em cartaz, reafirmando seu compromisso com a difusão, preservação e valorização da diversidade do audiovisual nacional.

Entre títulos que chegam à plataforma está Guerra Conjugal (RJ, 1974), de Joaquim Pedro de Andrade. Adaptado de contos do escritor Dalton Trevisan, o longa-metragem entrelaça três histórias marcadas por relações amorosas conturbadas: um casal de idosos que vive em constantes brigas, um advogado que lida com o desejo de suas clientes e um homem que tenta conquistar uma jovem sob o olhar vigilante da mãe dela. Vencedor do Festival de Brasília de 1975, o filme é considerado uma das obras-primas do diretor e será exibido em versão restaurada.

Também passa a integrar o catálogo Cartola – Música para os Olhos (RJ, 2007), de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda. O documentário revisita a vida e a obra de Angenor de Oliveira, o Cartola, fundador da Estação Primeira de Mangueira e um dos nomes centrais da música brasileira. A narrativa reúne imagens de arquivo, performances musicais e participações de artistas e personalidades que atravessaram sua trajetória.

Representando a produção contemporânea e sob direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta, Mato Seco em Chamas (DF, 2022) acompanha as irmãs Chitara e Léa, que comandam uma refinaria clandestina em Sol Nascente, na Ceilândia. Premiado em festivais brasileiros e internacionais, o longa-metragem combina elementos do cinema de gênero, ficção e documentário.

A trama de Liberdade sem Conduta (RN, 2024), de Dênia Cruz, traz a história de Amanda, que tenta reconstruir a própria vida após ter sido condenada por encomendar a morte do marido, com quem vivia uma relação violenta e abusiva. Enquanto cumpre pena em regime semiaberto, ela revisita a experiência escrevendo um livro.

Outro clássico incorporado ao catálogo é S. Bernardo (RJ, 1972), de Leon Hirszman. Adaptação do romance de Graciliano Ramos, o filme acompanha Paulo Honório, sertanejo que enriquece, compra uma fazenda e constrói sua fortuna explorando tudo e todos. O casamento com uma professora, porém, se torna o ponto de partida para sua ruína. O longa-metragem conta com atuações de Othon Bastos e Isabel Ribeiro e trilha sonora de Caetano Veloso.

Em Aquilo que Eu Nunca Perdi (SP, 2021), a diretora Marina Thomé retrata a trajetória da compositora e instrumentista Alzira E. Parceira de artistas como Itamar Assumpção, Ney Matogrosso e Tetê Espíndola, a cantora é apresentada por meio de performances, entrevistas, imagens de arquivo e registros de seu processo criativo. O documentário, contemplado pelo edital Rumos Itaú Cultural, venceu o prêmio de Melhor Documentário no 13º In-Edit Brasil.

A seleção inclui ainda Saudosa Maloca (SP, 2023), de Pedro Serrano. Em uma mesa de bar, Adoniran Barbosa (Paulo Miklos) relembra histórias e personagens de uma São Paulo que já não existe. O filme reúne situações e canções do sambista, como Trem das Onze e Saudosa Maloca, e dialoga com a tradição da comédia cinematográfica popular brasileira.

Produzido em 1965, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, conta a história de Carlos, um homem de classe média insatisfeito com sua vida e sem perspectivas de mudança. Com narrativa em primeira pessoa e fotografia em preto e branco, o longa-metragem constrói um retrato da alienação e da industrialização do país. Ao longo do ano de lançamento, o filme recebeu prêmios no Festival de Brasília, na Mostra Internacional de Cinema Novo, na Itália, e os troféus Saci de melhor direção e montagem. Presença recorrente em listas dos melhores filmes brasileiros, a obra ganhou restauração em 4K, apresentada no Festival Il Cinema Ritrovato, na Itália, dedicado à preservação de clássicos do cinema mundial.

Encerrando a programação, Uma História de Amor e Fúria (São Paulo, 2013), de Luiz Bolognesi, acompanha um herói indígena imortal que atravessa séculos da história brasileira, passando pela colonização, escravidão, ditadura civil-militar e um futuro distópico situado em 2096.

O acesso à Itaú Cultural Play é gratuito, disponível em itauculturalplay.com.br, nas smart TVs da Samsung, LG, Android TV e Apple TV, nos aplicativos para dispositivos móveis (Android e iOS) e Chromecast. Parte do conteúdo da IC Play também está disponível nas plataformas Claro TV+, SKY+ e Watch Brasil.

 

 

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