Homossexualidade está no centro de dramas francês e japonês, na abertura da competição
- Por Neusa Barbosa, de Cannes
- 13/05/2026
- Tempo de leitura 1 minuto
Cannes - A competição em Cannes começou nesta quarta (13) com dois concorrentes de temperatura muito diferente, mas ambos abordando a homossexualidade, cada um na sua chave.
No primeiro concorrente francês, La Vie d'une Femme, da diretora Charline Bourgeois-Tacquet, brilha mais uma vez o talento da atriz Léa Drucker, vivendo uma cirurgiã, Gabrielle, carregando com garra inúmeras responsabilidades e tarefas profissionais, familiares e amorosas.
Já está aí uma séria candidata ao prêmio de melhor atriz do festival, porque Léa ocupa a tela da primeira à última cena, com uma verdade e energia exemplares, como fez no drama recente Caso 137.
A produção japonesa Nagi Notes, de Koji Fukada, empresta a delicadeza da obra do mestre Yasujiro Ozu para mergulhar na vida de uma pequena cidade, Nagi, expondo as emoções contidas de um grupo de personagens: a escultora Yoriko (Takako Matsu), a arquiteta Yuri (Shizuku Ishibashi), sua ex-cunhada, que acaba de voltar ao lugar, e dois pré-adolescentes, Haruki (Waku Kawaguchi) e Keita (Kiyora Fujiwara).
Nesse universo de meias-palavras e sexualidade reprimida, não falta mesmo a passagem de um fantasma, sutil como manda a tradição do passado cinematográfico japonês.
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