21/07/2026

Filme argentino "Ninguém está olhando" é o grande vencedor do Cine Ceará


O drama argentino
Ninguém está olhando
(Nadie nos mira), dirigido por Julia Solomonoff, foi o vencedor do prêmio de melhor filme da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem do
27°
Cine
Ceará
- Festival Ibero-americano de Cinema, encerrado na noite desta sexta-feira, 11 de agosto, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza. O longa levou, assim, o prêmio no valor de 10 mil dólares e o Troféu Mucuripe nesta e em mais duas categorias: melhor ator para Guillermo Pfening e melhor montagem para
Andrés Tamborino, Karen Sztanjberg e Pablo Barbieri. Além disso, foi também eleito o melhor longa pelo júri da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).


A premiação do longa argentino - cuja estreia no Brasil está prevista para dezembro - foi, de certa forma, uma surpresa, numa edição em que os dois concorrentes cubanos foram os mais discutidos. Em todo caso, os cubanos não tiveram do que reclamar, já que a coprodução Cuba/França
Santa e Andrés
(Santa y Andrés), escrito e dirigido por Carlos Lechuga, faturou dois troféus, melhor atriz para Lola Amores e melhor roteiro para Lechuga. Já o prêmio de melhor direção ficou para o veterano Fernando Pérez por
Últimos dias em Havana
(Últimos días en la Habana), longa que também leva para casa o troféu de melhor fotografia para Raúl Pérez Ureta, e tem estreia prevista para o próximo dia 24 de agosto.
O chileno
Uma mulher fantástica
(Una mujer fantástica), de Sebastián Lelio, conquistou os prêmios de melhor trilha sonora original para Matthew Herbert, e melhor som para Isaac Moreno. Já o brasileiro
Malasartes e o duelo com a morte, de Paulo Morelli, que acaba de estrear em circuito nacional, venceu na categoria direção de arte, assinada por Tulé Peake.

COMPETITIVA DE CURTAS
Na Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem,
Festejo muito pessoal, de Carlos Adriano (SP), que homenageia o crítico e pensador Paulo Emílio Salles Gomes, ficou com o prêmio de
melhor filme. Os demais agraciados foram:
Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo (CE), venceu na categoria melhor roteiro;
Estevão Meneguzzo (RJ)
foi eleito melhor diretor por
Valentina, que enfoca a necessidade da preservação de filmes; e
Caleidoscópio (CE), de Natal Portela,
como melhor produção
cearense.

OLHAR DO
CEARÁ
A Mostra Olhar do
Ceará, composta por 23 curtas cearenses, teve escolhido como melhor curta eleito pelo júri oficial
A lenda cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa. O júri da Mostra Olhar do
Ceará
foi composto por alunos de cursos de cinema de Fortaleza, Emily Guilherme, Pollyanna di Brito Rocha e Camila Osório.
No Prêmio Olhar Universitário, o festival concedeu o Troféu Mucuripe ao longa-metragem
Últimos dias em Havana, de Fernando Pérez, e ao curta
Simbiose, de Júlia Morim, que traça o perfil de uma veterana parteira. O júri da Mostra Olhar Universitário foi formado por estudantes de cinema:
Isaac Martins, Felipe Saraiva e Clébson Oscar.

MOSTRA CURTA COCÓ
Novidade nesta edição, o vencedor da Mostra Curta Cocó foi
O que é Parque do Cocó?, de
Marilia Alencar,
que recebe o prêmio de
R$ 3 mil e um kit oferecido pela Oi. Este concurso é
promovido pelo 27º Cine Ceará em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Ceará, a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e a Oi. O júri foi formado por estudantes de cinema:
Isaac Martins, Felipe Saraiva e Clébson Oscar.

PRÊMIOS ESPECIAIS

TROFÉU SAMBURÁ:
Oferecido pela Fundação Demócrito Rocha e caderno Vida & Arte, do Jornal O Povo, o Troféu Samburá de Melhor Curta-metragem foi para
Valentina, de Estevão Meneguzzo e André Félix, e o prêmio de melhor direção foi concedido a
Andreia Pires e Leonardo Mouramateus, por
Vando Vulgo Vedita.
O júri foi composto por Allan Deberton Nogueira Linhares, Regina Helena Ribeiro, André Guimarães Bloc, Janaína Marques e Rubens dos Santos Rodrigues.

PRÊMIO UNIFOR DE AUDIOVISUAL:
O prêmio de R$ 5 mil concedido pela Universidade de Fortaleza ao melhor curta da Mostra Olhar do Ceará foi para o curta
A Lenda Cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa.
O júri foi formado por Emily Guilherme, Pollyanna di Brito Rocha e Camila Osório.

PRÊMIO CIARIO:
O prêmio de R$ 27 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da empresa NAYMAR foi para o curta
Festejo Muito Pessoal, de Carlos Adriano,
escolhido pelo júri oficial da Competitiva Brasileira de Curta-metragem.

PRÊMIO MISTIKA
O prêmio foi concedido a
Caleidoscópio, de Natal Portela,
vencedor como melhor produção cearense da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem,
que
receberá R$ 13 mil em serviços
de conformação, correção de cor,
finalização, aplicação de letreiros, masterização de DCP e arquivos digitais, escolhido pelo júri oficial da competitiva de curta. E
A lenda cotidiana, de Bárbara Moura e S. de Sousa,
eleito pelo júri oficial da Mostra Olhar do
Ceará, que
também receberá R$ 13 mil reais em serviços
de conformação, correção de cor,
finalização, aplicação de letreiros, masterização de DCP e arquivos digitais.

Prêmio Canal Brasil
de Curtas

Anualmente, durante o
Cine
Ceará, acontece a entrega do
Prêmio Canal Brasil
de Curtas, que tem como objetivo estimular a nova geração de cineastas.
Um júri convidado pelo Canal Brasil e composto por jornalistas especializados em cinema escolhe o melhor curta em competição, que recebe um troféu e prêmio no valor de R$ 15 mil.
Além disso, o Canal Brasil exibe em sua programação o curta vencedor, que no final do ano concorre ao Grande Prêmio Canal Brasil de Curtas-Metragens, no valor de R$ 50 mil. Os jurados dessa premiação foram: Marcelo Müller, Marina Rossi, Francisco Russo, Ismaelino Pinto e Julio Cavani.
O
vencedor foi
Memórias do subsolo ou o homem que cavou até encontrar uma redoma, de Felipe Camilo.

PRÊMIO ABRACCINE
O júri da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) formado pelos jornalistas e críticos de cinema Ailton Monteiro, Rafael Carvalho e Cynthia Calvo, elegeu como Melhor Longa
Ninguém está olhando, de Julia Solomonoff,
e Melhor Curta
Filó a fadinha Lésbica, de Sávio Leite.

Foto da premiação: Rogério Resende/Divulgação