17/06/2026

O eterno charme de Alain Delon

Cannes – Há coisas que certos atores têm, mas muito poucos. Não só a beleza, como o carisma. É o caso de um dos homenageados desta edição de Cannes, Alain Delon, prestigiando uma sessão da cópia restaurada de O Sol por Testemunha (1960), de René Clément.
 
Aos 77 anos, o homem continua carismático e com senso de espetáculo. Com ar sedutor, subiu o tapete vermelho de mãos dadas com a ministra da Cultura e da Comunicação, Aurélie Filippetti – que virou um verdadeiro arroz de festa por aqui, num esforço concentrado de relações públicas a favor da combalida imagem do governo François Hollande, detonado pelas dificuldades econômicas e por pressões de setores reacionários contra o casamento gay.
 
Dentro da enorme sala Debussy, lotada para vê-lo (inclusive com várias pessoas que compraram ingresso para isso), Delon subiu ao palco e lembrou que o filme de Clément foi que o lançou, há 54 anos atrás. “Eu não era ninguém até fazer este filme”. Vendo-o aqui, Luchino Visconti decidiu chamá-lo para protagonizar Rocco e seus Irmãos. “Achei meu italiano do sul”, teria dito Visconti ao ver Delon em O Sol por Testemunha.
 
Fora os aplausos, o que emocionava mesmo Delon era a falta dos amigos que já morreram, como Maurice Ronet, seu colega em cena em O Sol por Testemunha, morto aos 55 anos, em 1983. “Apesar de sermos os melhores amigos, nos filmes eu sempre tinha que matá-lo, o que nos fazia rir muito”.
 
Restaurado com perfeição, o filme trouxe de volta um Delon muito jovem, que fazia todo mundo perder o fôlego. Os belos olhos azuis, porém, não perderam o brilho. Continuam impecáveis. 

Uma edição de clima temperamental em Cannes

 Cannes – Parece até ironia fazer este comentário num dia como esta última sexta do 66º festival (24-5), em que brilha o sol, apesar de um ventinho gelado. Mas, já em clima de balanço, dá para dizer: este foi o ano do pior clima em Cannes. Faz 13 anos que venho aqui – e há colegas jornalistas que vêm há 20 e me dão razão. A meteorologia também: foi a primavera mais fria da França desde 1987. Com todo o frio, toda a chuva, tornou-se um inferno encarar as demoradas filas obrigatórias para as várias sessões de uma programação verdadeiramente insana, em que se manifestou o domínio massacrante do digital.
 
Dos 80 filmes da seleção oficial (número que inclui curtas e longas mas não as sessões do mercado nem as paralelas), apenas dois títulos foram 35 mm – um deles, a cópia restaurada do clássico A Comilança, de Marco Ferreri. O resto foi tudo DCP que, felizmente, este ano funcionou quase à perfeição, sem cancelamento de sessões ou grandes atrasos. No ano que vem, estima-se que o domínio do digital será absoluto.
 
Na Oscar Freire local, a rue d’Antibes, há poucas mas preciosas novidades – como a nova loja da sofisticada LaDurée, o que aumenta a oferta de macarons e chocolates maravilhosos e ajuda a ir para o espaço qualquer intenção de manter uma dieta.  Ainda mais tendo tão perto do Palais des Festivals atrações gastronômicas como o imperdível risoto com lascas de queijo de cabra e foie gras do Cirò, um dos bons recantos italianos locais, tocado pela simpática italiana Linda.
 
Quem lê essas coisas, até acha que os jornalistas que vêm aqui têm muito tempo para comer. Não têm. Almoço é coisa que some da agenda diária, com um horário engolido pela corrida aos filmes, coletivas, junkets e escrever matérias – coisa que poucos lembram que a gente tem que fazer em alguma hora do dia.
 
Outra novidade na paisagem, esta de indiscutível inspiração cinematográfica, é a invasão de cachorrinhos raça Jack Russell Terrier, primo-irmãos de Uggie, o adorável mascote de O Artista – que ameaçam desbancar o reinado dos até agora inevitáveis poodles, xodós dos velhinhos que compõem parcela considerável da conservadora população do balneário da Côte d’Azur.

Saudades de Roger Ebert

O norte-americano Roger Ebert, que morreu há alguns dias, foi um dos melhores críticos de cinema do mundo. Ele tinha uma rara qualidade, de combinar comentários embasados em sua enorme experiência e olho clínico e, ao mesmo tempo, transmitir uma paixão de cinéfilo, de expectador.
 
Não é todo dia que nasce um crítico assim.
 
Até por vício profissional, depois de alguns anos na labuta, nos tornamos eventualmente um pouco pedantes, um pouco chatos.
 
Faz parte do ofício ser exigente. Mas é lamentável que tantos críticos percam sua intuição de plateia, deixando de entender, de sentir como é que um filme entra na pele, nas emoções de quem o assiste. Há críticos que se tornam impermeáveis, sob uma verdadeira casca de crocodilos.
 
Isso nunca aconteceu a Roger Ebert.
 
Suas críticas, no jornal Chicago Sun-Times, tinham sempre uma leveza, um sabor de conversa ao pé do ouvido, sem se tornaram banais, tatibitate. Um talento raro, sempre aperfeiçoado, e justamente premiado com um Pulitzer.
Ele trabalhou sempre no mesmo jornal, desde 1967. Também é por isso que não é fácil se encontrar críticos assim – porque eles não têm espaço nem liberdade nas publicações, nem duram tanto tempo no trabalho.
 
A imprensa, não só a cultural, está em crise. Precisa se reinventar urgentemente.

Tarantino cinquentão

Ele parece que nunca vai perder o ar de garoto. Ou a vontade de divertir. Quentin Tarantino faz 50 anos no próximo dia 27.
 
Desde a estreia retumbante, com o cult instantâneo Cães de Aluguel (1992), ele não sai de moda. Mesmo que nem sempre tenha ido tão bem quanto em Pulp Fiction – Tempo de Violência, perdendo tempo aqui e ali em brincadeirinhas sem graça do tipo o segmento de Grande Hotel, ele tem sabido se reinventar e manter intato seu instinto de provocador – não lhe escapam nenhum dos oprimidos do mundo, mulheres (Kill Bill, À Prova de Morte), judeus (Bastardos Inglórios), negros (Django Livre), todos invariavelmente fabricando uma impagável vingança.
 
O que será que vai inventar agora, ele que torce o nariz para o 3D e diz que, se não puder mais filmar em 35 mm, vai parar com tudo, casar e ter filhos?
 
Só pode estar de brincadeira.
 
Longa vida, Quentin!
 
Leia também:
 

O Oscar nosso de cada ano

Ao olhar a lista dos indicados ao Oscar, todos os anos tenho a sensação de uma coisa aleatória. Afinal, cada votante vota no seu canto, manda pelo correio e acabou. Ninguém combina nenhuma lógica antes. É mais ou menos assim que a gente deve ler o resultado. Não buscando uma espécie de “justiça” o “injustiça”.
 
Então, nessa grande loteria que acompanhamos por força de ofício todos os anos, notamos as ausências que nos incomodam. Na categoria filme, por exemplo, não vejo como pode ter ficado de fora um trabalho poderoso como O Mestre – de quem foram lembrados, com justiça, os atores Philip Seymour Hoffman, Joaquin Phoenix e Amy Adams. Cairia muito bem uma indicação à direção de Paul Thomas Anderson, assim como a Wes Anderson pelo seu muito criativo Moonrise Kingdom (que ficou só no roteiro original).
 
Entre os atores, faz uma enorme falta o francês Jean-Paul Trintignant, protagonista do drama Amor, do austríaco Michael Haneke, surpreendentemente agraciado com cinco (merecidas) indicações. Como separar a interpretação visceral de Emmanuele Riva (indicada) da de Trintignant, seu par nesta história impactante sobre um casal de idosos?
 
Haneke, aliás, parece ter sido beneficiado por um daqueles muitos arrependimentos tardios dos votantes da Academia, que deixaram de premiar seu filme anterior, o ainda melhor A Fita Branca. Mas antes tarde do que nunca, tomara que o premiem desta vez.
 
Em boa hora ficou entre os indicados ao Oscar de filme estrangeiro o chileno No, de Pablo Larrain, esnobado em seus outros trabalhos que formaram esta madura trilogia sobre os anos Pinochet.  Adoraria que ele vencesse, embora não seja tradição da Academia premiar obras assim adultas (por isso, me parece, Haneke demorou tanto a ser reconhecido aí).
 
No setor de animações, Hollywood continua a ignorar solenemente o que se passa além de suas fronteiras, como as produções europeias e orientais.
 
É tempo também de falar dos superestimados e me parece ser esse o caso do até bom drama O lado bom da vida, de David O. Russell. Os atores são ótimos, mas me parece que teve um excesso de indicações (diretor, por exemplo). Em todo caso, foi bom ver aí o bom e velho Robert De Niro de novo num papel à altura de seu talento e de sua história. Faz tempo que isso não acontecia.

Meus melhores filmes de 2012

Todo ano eu tento, mas não consigo. Quero escolher só dez melhores filmes do ano e acabo “estourando” o número...
 
Aconteceu de novo e olha que, antes de rever a lista de lançamentos de 2012, eu até pensei que o ano não tinha sido tão bom assim. Mas foi só olhar e encontrar. Afinal, mesmo assim, 15 são poucos entre pelo menos 240 lançamentos internacionais em todo o país. E não resisto a algumas menções honrosas.
 
No lado nacional, também me dei ao luxo dos 15 melhores, num universo sensivelmente menor – 91 lançamentos (incluindo coproduções com o Brasil). E abro o coração para algumas menções carinhosas.
 
Não esqueço dos atores e os menciono aqui: dos internacionais, meus dois top foram Michael Fassbender (Shame) e Tilda Swinton, por Precisamos Falar sobre o Kevin; dos brasileiros, Camila Pitanga, por Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios; e Irandhir Santos, por Febre do Rato.
 
Que 2013 chegue cheio de criatividade e encantamento cinematográfico! Um grande ano a todos os amigos do blog e do Cineweb!
 
Às listas:
 
Internacionais
 
1-      Mistérios de Lisboa, de Raul Ruiz
2-      Rota Irlandesa, de Ken Loach
3-      Shame, de Steve McQueen
4-      Pina, de Wim Wenders
5-      Precisamos falar sobre o Kevin, de Lynne Ramsay
6-      Habemus Papam, de Nanni Moretti
7-      Um Método Perigoso, de David Cronenberg
8-      J. Edgar, de Clint Eastwood
9-      O espião que sabia demais, de Tomas Alfredson
10-   Bullying, de Lee Hirsch
11-   Deus da Carnificina, de Roman Polanski
12-   Um alguém apaixonado, de Abbas Kiarostami
13-   O artista, de Michel Hazanavicius
14-   Aqui é o meu lugar, de Paolo Sorrentino
15-   Fausto, de Alexandr Sokurov
 
Menções honrosas: A Separação, de Asghar Farhadi; Frankenweenie, de Tim Burton; O Gato do Rabino, de Antoine Delesvaux e Joann Sfar.
 
Brasileiros
 
1-      Febre do Rato, de Cláudio Assis
2-      Tropicália, de Marcelo Machado
3-      Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca
4-      Mãe e filha, de Petrus Cariry
5-      Uma longa viagem, de Lúcia Murat
6-      Raul, o Início, o Fim e o Meio, de Walter Carvalho
7-      Paralelo 10, de Silvio Da-rin
8-      Xingu, de Cao Hamburger
9-      Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes
10-   Gonzaga, de pai pra filho, de Breno Silveira
11-   Sudoeste, de Eduardo Nunes
12-   Marighella, de Isa Grispun Ferraz
13-   Vale dos Esquecidos, de Maria Raduan
14-   Cara ou coroa, de Ugo Giorgetti
15-   Luz nas trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez e Ícaro Martins
 
Menções honrosas:  A Música segundo Tom Jobim, de Nelson Pereira dos Santos, e Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz, de Joel Pizzini.

"O Hobbit" chegou. Mas cadê o 48 fps?

 Então, o esperado O Hobbit – Uma Jornada Inesperada está entre nós. Hoje (11/12) de manhã, ocorreu a primeira sessão de imprensa aqui em São Paulo. A decepção foi que nós, jornalistas, não pudemos conferir o falado formato “48 quadros por segundo”. O filme foi exibido em versão convencional, nem mesmo em 3D...
 
Qual a razão disso? Não há salas preparadas para exibir o filme no formato? Correm boatos de que o formato vem recebendo críticas, nas exibições que ocorreram fora do País, então os distribuidores prefeririam deixar para mostrar para o público avaliar. Será?
 
Em todo caso, a imensa legião de fãs da saga de J.R.R. Tolkien, da qual se abre uma nova trilogia cinematográfica, tem material de sobra nas mãos para se divertir – especialmente se forem mais jovenzinhos. Porque a saga de Bilbo Balseiro (um carismático Martin Freeman) é aventurosa o bastante para manter os olhos na tela por quase toda a extensão do filme.
 
Verdade que o filme custa a pegar. A apresentação da trupe dos 13 anões, que junto com Bilbo e o mago Gandalf (Ian McKellen) empreenderão a jornada para a reconquista do reino de Erebor, é um tantinho longa, assim como a bagunça que fazem na casa arrumadinha de Bilbo.
 
Mas, depois que finalmente eles pegam a estrada, adrenalina não falta, por conta dos repetidos encontros com os temíveis orcs e os grandões trolls – que têm apenas uma mas bem divertida sequência, na qual a insuspeita malandragem de Bilbo virá a calhar.
 
Como quase sempre na saga O Senhor dos Aneis, quase não há personagens femininas à vista – mas isto vem do original. Apenas Galadriel (Cate Blanchett) terá uma pequena participação, quando os anões, Bilbo e Gandalf passam pelo reino dos elfos – onde uma reunião une rapidamente também o rei Elrond (Hugo Weaving) e o mago Saruman (Christopher Lee).
 
A coragem de Bilbo, no entanto, sobe vários degraus no seu primeiro e definitivo encontro com Gollum (a criatura digital que provém de uma captura dos movimentos do ator Andy Serkis). Trata-se de uma sequência de gelar a espinha. E decisiva, também, porque nela entra em cena o famoso anel que movimentou toda a trilogia da qual O HobbitUma Jornada Inesperada e seus dois próximos filmes são apenas as prequels. Haja espada para tantos orcs que vem por aí...

O que é que os Gonzagas têm

Breno Silveira é um diretor peculiar no cinema brasileiro. Adepto do melodrama, não tem vergonha de fazer chorar no cinema, de preferência, com uma história familiar, embalada em música popular.
 
Deu muito certo no filme de estreia, 2 Filhos de Francisco, um dos maiores sucessos da história do cinema nacional recente. Espera-se que a trajetória se repita com Gonzaga – De Pai pra Filho, que tem todos os méritos para isso.
 
Prefiro muito Gonzaga.. a 2 Filhos... e isso tem tudo a ver não só com a história, como com a música. Gonzaga me emociona mais, porque é mais a trilha sonora da minha vida, especialmente Gonzaguinha. Mas, até pelo filme, pude sentir o quanto Luiz Gonzaga é uma das matrizes fundamentais da música brasileira, um clássico eterno.
 
O casting do filme é perfeito. Todos os atores que interpretam Gonzagão ao longo da história são a cara dele, têm o seu carisma e simpatia – é uma surpresa saber que Chambinho do Acordeon, que o interpreta dos 25 aos 50 anos, é um estreante. Mérito dele e da direção.
 
Júlio Andrade não é surpresa. Ator revelado em Cão sem Dono e Hotel Atlântico, ele só precisou arrepiar o cabelo para se aproximar da energia candente de Gonzaguinha, sintonizando com brilho a sua ira santa e criativa.
 
A história tumultuada desse pai e desse filho que são estrelas máximas da MPB encontrou um filme honesto, forte e à sua altura. E a música que ele carrega é da melhor qualidade. Tomara que o público o descubra na medida que ele merece. Esse filme é muito do que o Brasil tem de bom.

Uma Mostra com tempero russo e metafísico

A Mostra de São Paulo está chegando.
 
É a primeira edição sem Leon Cakoff (no ano passado, ele participou muito das escolhas, até o último momento).
A boa notícia é de que tudo continua, embora a falta de Leon seja impossível de preencher.
 
Por isso mesmo, Renata de Almeida, mulher de Leon e há décadas diretora da Mostra, lado a lado com ele, apostou este ano no impacto de uma retrospectiva completa dos filmes do russo Andrei Tarkovski (1932-1986) – um dos meus cineastas preferidos e que conheci na Mostra – e também de suas raríssimas polaroides, realizadas entre 1979 e 1984, quando ele acabou deixando sua pátria, então URSS.
 
Também é sobre Tarkovski o livro do ano da Mostra, reunindo várias dessas polaroides, em que o cineasta manifestou sua relação metafísica com a imagem, o tempo, a vida.
 
Vai ser uma maravilha rever Stalker, um dos filmes que me intrigaram tanto numa primeira visita e que é um daqueles filmes difíceis até de descrever, porque são puramente sensoriais, emocionais. E Nostalgia, em que a beleza da Itália transforma-se numa presença fantasmagórica. E Solaris, a angústia do astronauta retransformado em homem, apenas homem.
 
Uma grande felicidade na programação deste ano vai ser uma apresentação de boa parte da obra de um bielorrusso da nova geração cujo nome já se deve anotar na agenda. O diretor é Sergei Loznitsa, 48 anos, de quem já vimos o contundente Minha Felicidade (2010) e que trará também seu novo e tchecoviano drama, Na Neblina (2012), seu novíssimo trabalho de ficção, o média O Milagre de Santo Antônio, e vários documentários (seu passado é de documentarista). Ele é um dos convidados confirmados a São Paulo.
 
Outra retrospectiva precoce será a do português Miguel Gomes, de quem a Mostra exibe o novo Tabu (premiado em Berlim) e também o despojado Aquele Querido Mês de Agosto e A Cara que Mereces, além de cinco curtas-metragens.
 
Juntando a nova à velha geração lusitana, claro que não vai faltar o mais recente Manoel de Oliveira, o belo O Gebo e a Sombra, mostrado em Veneza, e que terá sua exibição em São Paulo prestigiada pela estrela Claudia Cardinale.
 
A Mostra nem começou e já está começando a angústia. Vem aí os novos de Abbas Kiarostami, Amos Gitai, Ken Loach, Marco Bellocchio, Marco Bechis e clássicos eternos, como Nosferatu, de Murnau, exibido em sessão especial no Parque do Ibirapuera, no encerramento, dia 2-11. Está na hora de tomar fôlego. Dia 19 de outubro está logo aí.