17/09/2026

É Tudo Verdade abre 31ª edição com documentário sobre David Bowie

"Bowie: O Ato Final" reúne entrevistas com pessoas que trabalharam com o artista

David Bowie foi, certamente, um dos maiores artistas do século XX e começo do XXI, e sua vida e trajetória comportam, claro, diversos documentários. Bowie: O Ato Final, de Jonathan Stiasny, é um filme visivelmente esforçado, mas que não supera – ou se equipara a – o excelente documentário sobre o artista Moonage Daydream, lançado em 2022. O filme abre, nesta quarta (8), em São Paulo, a 31a edição do É Tudo Verdade, e depois terá sessões para o público em SP e RJ. O Festival prossegue até dia 19 nas duas cidades.

Para fãs de Bowie, todo dia é dia de David Bowie, então o novo filme não fará mal nenhum, embora também não traga exatamente novidades. É modesto em sua ambição e realização, reunindo entrevistas com pessoas que trabalharam com o artista, como o guitarrista Reeves Gabrels, ou foram próximas dele, como é o caso de uma ex-namorada da juventude, e o escritor Hanif Kureishi, autor de O Buda do Subúrbio, um livro que Bowie adorava e se propôs a escrever a trilha sonora quando o romance foi adaptado para a televisão.

Bowie: O Ato Final é um filme feito para a televisão, mas que ganha amplitude na tela do cinema por conta da presença do artista em apresentações e entrevistas. O subtítulo do documentário pode ser enganador, dando a ideia de que o filme se concentra no disco Blackstar, lançado em 8 de janeiro de 2016, no aniversário de 69 anos, dois dias antes de morrer.

Blackstar é quase como um detalhe no documentário, cujo maior problema é sua montagem. O longa começa inexplicavelmente em 1983, depois volta ao passado, ao começo da carreira, pula para o final dos anos de 1980, quando ele participou da banda Tin Machine, um projeto visivelmente caro a ele que não vingou, para sua frustração. Menciona Ziggy Stardust brevemente – fala mais de sua “morte” do que o que foi o personagem e sua importância.

O resultado é um filme um pouco desordenado, e, muitas vezes, superficial, mas altamente assistível por conta da presença magnética de Bowie e das diversas histórias sobre ele. Algumas são marcantes, como quando ele se apresentou no Glastonbury duas vezes: em 1971, no início de carreira, e em 2000, num show histórico que redefiniu sua carreira e a história do festival.

Serviço

Sessão de Abertura SP – Cinemateca Brasileira, 20h30, sessão exclusiva para convidados.

Outras sessões:

São Paulo – CineSesc- 09/04/2026 às 17:30

Rio de Janeiro - Estação NET Rio - Sala 5 - 10/04/2026 às 17:30

Rio de Janeiro - Estação NET Rio - Sala 3 - 10/04/2026 às 18:30

Rio de Janeiro - Estação NET Rio - Sala 3 - 19/04/2026 às 16:00