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Oscar da diversidade vive momento tenso com descontrole de Will Smith
- Por Neusa Barbosa
- 28/03/2022
- Tempo de leitura 5 minutos
Afinal, a noite de premiação da 94ª edição do Oscar revelou poucas surpresas em termos das estatuetas, mas teve seu momento mais constrangedor numa altercação envolvendo Will Smith e o comediante Chris Rock. Rock levou um tapa na cara de um furioso Smith, que levantou de sua cadeira e partiu para cima do palco do Dolby Theater por não gostar da brincadeira de Rock envolvendo sua mulher, Jada Pinkett Smith - ela sofre de alopecia e Chris ironizou que ela poderia estrelar Até o Limite da Honra II, filme de 1997 em que Demi Moore interpretava uma fuzileira naval que raspava os cabelos.Will Smith chora ao receber o Oscar de Melhor Ator, após cena de agressão contra Chris Rock
Vitórias da diversidade
Ariana DeBose recebe o Oscar de atriz coadjuvante
primeira afro-americana abertamente gay a ganhar uma estatueta), um ator surdo (Troy Kotsur, por No Ritmo do Coração, na categoria principal, também um feito inédito) e a terceira mulher a vencer na direção, a neozelandesa Jane Campion por seu potente Ataque dos Cães, fazendo história também por se tratar de uma vitória feminina nesta categoria em dois anos consecutivos (ano passado, Chloe Zhao venceu por Nomadland). O fato de o grande vencedor da noite, um drama sobre uma família de surdos, No ritmo do coração, também dirigido por uma mulher, Sian Heder, dono dos troféus de melhor filme e roteiro adaptado, encaixa-se também dentro desta percepção de uma sintonia com um mundo mais diverso e plural.
Omissões
Jane Campion vence na categoria de melhor direção
indicado, Belfast, de Kenneth Branagh, que tinha sete, teve que contentar-se com apenas uma, roteiro original - um prêmio que cairia melhor ao delicioso Licorice Pizza, de Paul Thomas Anderson (que mereceria outras indicações), Não Olhe para Cima, de Adam McKay ou A Pior Pessoa do Mundo, de Joachim Trier.
